Pesquisa mostra que 40% dos brasileiros apresentam sintomas de ansiedade por causa da pandemia

Ela aparece na forma de noites mal dormidas, dores de cabeça, palpitações, pensamentos que não vão embora. Com a pandemia, a ansiedade está na vida de quatro em cada dez brasileiros, segundo estudo realizado pela empresa de pesquisas Ipsos.

 

Entre 16 países, o Brasil, junto com o México, é a nação mais ansiosa em tempos de coronavírus. E as mulheres são as mais afetadas pelo quadro: 49% das entrevistadas se declararam ansiosas.

 

Há dois meses trabalhando de casa, a jornalista Stéfane Rodrigues tem convivido com a insônia, algo que nunca teve antes do isolamento social.

 

Saídas rápidas para fazer compras no mercado ou idas na farmácia têm se tornado válvulas de escape, além dos momentos de oração e leitura, ou uma pausa para ver filmes e ouvir música.

 

A atriz e instrutora de dança Aline Ferreira também se sentiu afetada pela ansiedade. Percebeu o aumento de dores de cabeça, assim que a quarentena começou.

 

A neuropsicóloga Juliana Gebrim avalia que o Brasil se destaca pelo conjunto de fatores. Além da pandemia, a população precisa lidar com uma conjuntura de crise econômica e com situações que fogem do controle de cada um.

 

A orientação da psicóloga é focar no que se pode controlar, como a própria alimentação e a saúde;  e evitar excesso de informações a respeito da doença e pensamentos sobre o que não pode ser controlado, como a quantidade de mortos no país.

 

No Brasil, poucos saíram ilesos da pandemia. Apenas 22% do total de participantes locais disseram que não foram impactados por nenhum dos pontos abarcados no levantamento.

 

A pesquisa on-line foi realizada com 16 mil adultos de 16 países entre os dias 07 e 10 de maio de 2020. No Brasil, 1.000 pessoas responderam à pesquisa. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

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